2209wa
A primeira vez em que “investi” em um monitor decente foi em agosto de 2001. Curiosamente foi o investimento mais pesado que fiz na categoria: o Sony Triniton E200 de 17″ custou R$ 2.000 (ou foi 3 mil?) e fazia justiça à sua fama: cores maravilhosas e refresh rates altíssimos. Tudo isso num pacote que pesava 20kg. Eu o usei até junho de 2007, quando ele começou a apresentar “ghosting” nas imagens, sem contar os estalos que eu comecei a ouvir de vez em quando (talvez fossem os capacitores indo pra terra do nunca).

Diante da morte dos CRTs o jeito foi partir pro LCD. Na época peguei um Samsung 932B Plus por R$ 1.000. Mesmo sendo painel TN, a idéia era quebrar um galho com ele até que encontrasse uma outra alternativa melhor sem precisar fazer um buraco no bolso (em 2007 também foi a época em que comecei a investir pesado em fotografia, então já viu né?). Monitores com painéis melhores possuíam tempos de resposta absurdamente altos e eram bem mais caros. De qualquer forma, o 932B fez bem o seu papel de “primeiro monitor LCD”: no princípio eu fiquei vislumbrado com a qualidade sensacional e o nível de detalhes. O problema, porém, veio com o tempo. Eu trabalho com design/fotografia, e num painel TN um simples levantar de rosto faz com que a qualidade das cores e o contraste mudem bastante. É o famoso problema de angulo de visão.

Chega 2010: após ter montado um novo computador, decidi que precisava de maior resolução e espaço para trabalhar. Pesquisei por um LCD que tivesse painel melhor e eis que para minha surpresa, enquanto que as opções de LCD aumentaram bastante, o painel TN continua em 99% delas. A solução veio através do blog do fotógrafo Geraldo Garcia, onde conheci o Dell 2209WA (na verdade o blog dele acabou ajudando a Dell a vender dezenas desse monitor). É um display LCD de 22″ com resolução 1680×1050 e painel e-IPS por menos de R$ 1.000. Com apenas duas semanas de uso, me atrevo a dizer que é uma das minhas melhores compras nesse ano. O preço baixo se deve ao fato dele estar saindo de linha agora em agosto. O modelo substituto, também com painel IPS, tem 24″ e custa em média R$ 1.600. Se estiver interessado no 2209wa, você pode tentar ligar na Dell e falar com a Mariara Soares, uma simpática vendedora com sotaque bonito que foi direto ao ponto. Só tenha um pouco de paciencia: o monitor é importado, e entre fabricação e entrega foram 2 meses de expectativas.
1 commentPhotoshop: The Twilight Zone Edition
Call me paranoid, but a few minutes ago I was talking with my friend about something that happens way too much to be just coincidence. I use Photoshop… A LOT. Sometimes when I’m changing the brush size, I randomly slide the cursor to the right end of the size bar and It just gets to 666.

This happens enough times to make anyone paranoid. Think I’m the only one? Just check it out this photography forum where people were discussing about “strange phenomenons”. Let me quote:
“I use Photoshop a hell of a lot (’scuse the pun) and often go to select a brush size by clicking randomly at the right end of the scale (large). Invariably - and more frequently than I imagine would be just by chance - I get a brush size of 666 pixels.”
And…
“I use Photoshop a lot i earn my living from making game textures and I’ve noticed when I am randomly trying to find the correct brush size (usually when I am decreasing the size) it seems to rest on size 666 5 times out of 10 or more (I haven’t actually counted it.. I’m not that sad!) but today for some reason it really started to play on my mind…”
Hmmm… Maybe he was not all that sad, but I am! LOL! Call Ghostbusters!
No commentsDiário de um plastimodelista amador #2
Updated again (18/08): “Mission completed gentlemen! It’s time to go home!” Mas algo me diz que em breve devo voltar a lambança novamente. Pra completar, uma produção minha digna de ir pra embalagem:
Updated: até que não ficou tão ruim, levando em consideração que essa é a primeira vez que tento fazer algo com tinta. Claro, a Internet ajudou bastante nesse caso. Falta só finalizar com o verniz.

Eu já disse antes que não esse negócio de plastimodelismo não é comigo, mas eu simplesmente não resisti ao último lançamento da PLUM. Pela primeira vez desde 1993, Silpheed ganhou um model kit “oficial”. Lançado apenas do outro lado do mundo, a Hobby Link Japan mais uma vez me entregou na porta de casa sem problema algum.

Cola: check! Técnica de pintura: check! Estilete de precisão: on the way! All systems green! Se o resultado final lembrar levemente aquilo que vejo na caixa, ja será uma grande vitória:

Ohhh… the memories!
So there I was… (re)playing Snatcher (Sega CD) on my “unleashed” PSP, when I suddenly I noticed: life imitates art once again.

And like if that wasn’t enough…

I didn’t remembered that detail, maybe because it has been so many years since the last time I played. Oh, well… my personal experiences just made Snatcher became an even better game. Enough with Metal Gears! Kojima should re-do this on the same style as Heavy Rain. It would be awesome!
No commentsBP
<ironico>
Jamais fui tão comentado em todo o mundo. “BP” pra lá, “BP” pra cá. Curioso que alguns meses atrás, antes de toda essa catástrofe do petróleo, eu pesquisei por “BP” no Google e poucas foram as imagens que voltaram. Entre elas estava esse curioso logotipo, perdido entre os resultados:

“Hmmm, ok. Meu nick ao lado de um girassol. Poderia ser pior. Enquanto isso ficar bem escondido, não corro o risco de ser zoado”, pensei eu sem imaginar o que estaria por vir. Pesquise hoje por BP e o logotipo encherá sua tela - inclusive novas versões que fazem mais o meu estilo:

E olha só! Fui associado até ao “Dia da Terra”! Acertaram no meu gosto por ação, só erraram na nacionalidade… humpf…

</ironico>
1 commentHit the Climax!
Finally! After years of wait I finally had the chance to experiment After Burner Climax. And what’s better: on my own PS3 (thus eliminating the need to go to Japan to play this rarity). Sega really did a great job: Climax is all that I could hope for: it’s fast, looks gorgeous and - hold your breath - has the classic soundtrack avaliable (eat it, Black Falcon!). Not only that, but I can access the XMB to listen to my music which is something very few PS3 games permits. This way not only I can play Climax with its remixed and classical (1987) soundtrack, but now I can listen to all the arrange versions that I have. Yes, you could say that I’m an After Burner fanboy.

I loved every aspect of the game and need to thanks Sega. The only thing missing is the classic refueling cutscene where you land your plane on a runway, featuring cameos from Hang-on and Outrun. By the way: After Burner Climax was made in 2006, same year Sega released Outrun 2006 - which is also very cool. Now, if only Sega could read my wish and release Daytona USA (Dreamcast) on the PSN… It would be the ultimate climax!
No commentsQue parte da sua vida você gostaria de apagar?
Sementes foram plantadas há algum tempo, agora é hora de colher os frutos. Desta vez trata-se de “O Arquiteto do Esquecimento” (Life Editora, 2009), romance de estreia do meu amigo e companheiro de formação ‘Marcos Bulzara’.

Ele me concedeu a oportunidade de colocar em prática suas idéias em relação ao visual do livro - um romance de ficção onde “passado e presente se misturam de maneira assombrosa”. “Betão, quero esta ampulheta. Algo clássico, mas que atice curiosidade e passe a idéia de grandiosidade. Veja o que você consegue fazer com seus skills no Photoshop” – disse ele ao deixar em minhas mãos uma dessas ampulhetas comuns encontradas em lojas de suvenires. Se eu consegui ou não esse resultado vocês me dizem depois que tiverem a chance de ter o livro em mãos. Fotografei o objeto e parti pra pós-produção com a convicção de quem está fazendo um poster icônico para um grande filme hollywoodiano. Usei um pouco de tudo o que eu tinha na manga e o resultado é uma capa que não fará feio quando estiver na livraria, lado a lado com outros grandes romances de autores já renomados.

Trabalhar com outro publicitário que sabe bem o que deseja pode ser problemático, mas quando as ideias se encaixam o trabalho se torna muito apaixonante. Foi isso o que aconteceu durante os quatro anos da faculdade com aquele grupo de pessoas especiais, e foi isso o que tornou a acontecer neste projeto.

Peço para todos os meus amigos que prestem atenção da próxima vez que passarem por uma grande livraria. Se virem O Arquiteto por lá, tome-o nas mãos e veja o fruto desse projeto. Se não o encontrarem, pergunte ao atendente sobre a obra.
Agora posso bater no peito e dizer: “Já publiquei um livro!” ;)
3 commentsReentering the world of Unreal

Nessa última semana aproveitei algumas noites livres para revisitar Unreal, jogo ao qual dediquei muito do meu ócio na adolescência, especialmente através do já extinto site Café NaPali. São anos desde a ultima vez que encarei o singleplayer, portanto a experiência trouxe muitas e agradáveis lembranças que estavam esquecidas.

Se Half-Life é como assistir a um bom filme, Unreal é como ler um bom livro. É uma longa e solitária jornada numa terra desconhecida, embalada por uma espetacular trilha sonora (ouça exemplos aqui, aqui e aqui) e visuais até hoje inspiradores (mesmo sendo um jogo lançado ha mais de 10 anos atrás). Não é a toa que passei tanto tempo jogando e filosofando sobre Na Pali. Se pareço exagerado, apenas leia alguns comentários nos links acima e você verá que existe uma legião de apaixonados. Unreal é o fps que mais conquistou minha imaginação.

O jogo é tão bom que tirou a Epic do limbo do anonimato e a colocou lado a lado com a ID, de Quake. Uma pena que a épica produtora ja tenha declarado não possuir interesse em um novo Unreal singleplayer, sendo o seu foco agora Gears of War - que embora seja muito bom, passa longe de ser uma experiência irreal (não resisti ao trocadilho).

Talvez até seja melhor assim: numa era dominada por consoles é difícil imaginar como seria Unreal, pois os fps de ação de hoje parecem ter estabelecido uma fórmula um tanto quanto cinematográfica: muitas cutscenes e eventos “scriptados”, pouca oportunidade de exploração (salvo FarCry e companhia), chitchat constante e trilha sonora que aparece apenas em momentos específicos. Isso tudo não é ruim, porém acredito que não funcionaria com Unreal e acabaria completamente com a imersão que o jogo possui. Um bom exemplo disso é o próprio Unreal II, “continuação/spin-off” que não aproveitou nada do que o primeiro tinha de bom. Uma nova versão só funcionaria se o material original fosse seguido a risca, e isso significaria ignorar a tendência atual de transformar os “first person shooters” em “first person hollywood blockbusters”. Dito isso, é bem provável que o novo Unreal - seja ele remake ou continuação - viverá apenas em nossas imaginações.

Em algum momento dessa semana devo reinstalar o Unreal Tournament para matar a saudade. Ouvi dizer que ainda existem muitos servidores no ar repletos de jogadores nostálgicos. Quem sabe um dia o Café NaPali não abre novamente suas portas? Não para ser um portal de notícias sobre a série, mas sim um tributo a uma época de ouro da minha vida.
4 commentsBP’s wishlist
Mais um item pra eu me lembrar no final do ano caso viaje para o exterior. Achei bastante interessante a proposta do Drobo: backup sem esquentar a cabeça com medo de perder os dados. E o melhor: você pode usar HDs de tamanhos, marcas e desempenhos diferentes - e trocá-los é aparentemente tão simples quanto plugar uma pendrive.


