BP’s Tears In Rain

Archive for February, 2008

Baixando Mp3 na era pós-Emule

No final do ano passado o Emule deixou milhares de internautas órfãos. O fechamento dos servidores alemães acabou com a graça de quem gostava de encontrar arquivos.

Desde então eu praticamente não baixei mais mp3, uma vez que não tenho paciência para ficar fazendo download de albuns completos em torrents. No desespero acabei recorrendo ao Google. Foi quando encontrei este search engine que procura mp3s e já foi responsável por mais de 10 músicas de artistas distintos no meu HD.

Para quem gosta de rádio online também fica a dica do Nexus Radio. É um programa que “sintoniza” centenas de rádios online. Você ainda pode gravar a música que está tocando no seu HD (claro, se você apertar o REC no meio da música você só salva a metade dela), com direito a ID3 e tudo. Foi no Nexus Radio que descobri mais algumas pérolas que eu baixei no site acima.

Por último, para quem gosta de trilhas sonoras de videogames, este site é o paraíso na terra.

Have fun!

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Diário de um plastimodelista amador

Quando criança eu sempre gostei de brinquedos de montar. Meu favorito era o Lego, e ainda tenho algumas caixas com aqueles inúmeros bloquinhos guardadas em algum lugar do meu “outro quarto”. Uma outra coisa que sempre me fascinou foi o plastimodelismo… de aviões, claro. No Brasil essa mania nunca foi muito difundida, e quando criança eu não possuía a paciência nem know-how para montar os modelos e usar a cola, quanto menos para pintá-los.

A verdade é que mesmo hoje, mais de uma década após a minha primeira tentativa com plastimodelismo, eu não tenho o necessário para aprender essa arte. Também existem empresas que acabam lançando modelos em die-cast já prontos, com qualidade muitas vezes superior ao modelo de plástico. É claro que um modelo que você mesmo montou é algo custom-made e único, porém eu não ligo tanto pra essa questão quando posso ter um die-cast com detalhes que eu nunca iria colocar.

Mas enfim, prossigamos: lá nos EUA eu encontrei em lojas alguns modelos de aeronaves em escala 1:72. São da Revell, Snap Kits já “pintados” na cor e que não requerem muito trabalho. Esses kits são “nivel 1″ e destinam-se as crianças de 8 anos ou mais (ou ainda jovens adultos sem talento para trabalhos manuais). A partir daí eu percebi que não seriam kits com um bom acabamento, mas what the hell, por 10 dólares valia a pena levá-los para colocar ao lado dos meus F14 de mesma escala (review em breve).

Ontem eu montei um dos kits. Como eu imaginei, as peças não são lá muito detalhadas, mesmo assim o resultado é superior a outros “brinquedos” destinados a crianças de 8 anos. As horas destinadas a montar o avião foram divertidas, e senti aquele pinguinho de nostalgia de quando montava meus sets de Lego.

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Uma curiosidade que serve de aviso: eu devia imaginar que um kit para crianças não precisaria de um estilete para soltar as peças (basta dobrar um pouco o plástico que elas se destacam), mesmo assim procurei uma lâmina para que pudesse cortá-las do plástico de forma que não deixasse “rebarbas”. Menos de dez minutos depois de ter começado o sangue foi derramado. Um corte bem fundo no dedão que vai me deixar dias sem jogar PSP. BE ADVISED!

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Cloverfield!

Cloverfield é um desses filmes que quando terminou eu queria “rebobiná-lo” para vê-lo novamente. Na verdade, assisti-lo foi como uma experiência. A promessa não é lá muito original: NY já foi destruída inúmeras vezes por monstros, e filmes onde o ponto de vista é o de uma câmera amadora não é mais novidade para Hollywood desde a Bruxa de Blair. O bacana de Cloverfield é que até o momento em que o filme foi lançado, ninguém tinha certeza do que realmente era. Um monstro do espaço? Do mar? Um robô gigante?Um dos produtores disse em entrevista para a IGN que hoje em dia “você sabe tudo sobre um filme antes mesmo dele ser lançado”. Cloverfield, por outro lado, teve um trailer sem título, nome completamente nonsense e não prometeu história alguma, a não ser o ponto de vista de uma pessoa comum diante de um evento extraordinário em NY.

O filme não oferece respostas prontas. Talvez por isso mesmo seja fácil se sentir ali, com os personagens, correndo para salvar suas próprias vidas enquanto tentam digerir os fatos e entender o que está acontecendo.

Sensação parecida eu tive ao ver a nova versão de Guerra dos Mundos, onde mais uma vez você observa a história do ponto de vista de uma pessoa comum. Você não recebe os fatos mastigados, não tem uma visão geral do que está acontecendo, apenas sabe aquilo que você viu (hmmmm… acho que serei obrigado a assití-lo novamente).

Cloverfield deixa muitas brechas. Genial ou não, é um filme que pode render mais de uma seqüência. Assim como em Half-Life, um novo filme poderia mostrar o ponto de vista de outras pessoas: pode ser de um grupo de turistas que estavam no Empire State, ou até mesmo de um soldado americano cuja missão era registrar tudo o que estava acontecendo. Não só, uma seqüência poderia ser feita como um filme de ação comum.

Desde já, um  título que eu serei obrigado a ter em DVD.

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O que se pode dizer de um xarope com um nome desses?

Xarope…

Foi o que pensei…

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PSP owned BP

Mesmo antes de começar a planejar o que eu compraria na minha viagem, eu já vinha pensando em um mp3 player. Não sou do tipo que vive pra cima e pra baixo levando um, mas em viagens é sempre bom poder recorrer a sua coleção de músicas para passar um tempo relaxando.

 

Lá nos EUA tive a chance de experimentar um iPod – candidato que estava como número 1 na minha lista, afinal o blá blá blá em torno dele é tanto que realmente ele deveria ser a escolha ideal. A questão é que usei por alguns dias um iPod e não gostei. Sim, minhas músicas estão organizadas corretamente através das ID3, mesmo assim não achei esse sistema tão útil, muito menos a interface do aparelho. O clickwheel também foi uma decepção e na minha opinião só deixa o uso menos intuitivo. Como as demais alternativas também não me convenceram, acabei considerando um aparelho um pouco maior, mas com uma funcionalidade que vai além: PSP.

 

Ele não cabe no bolso, mesmo assim não é tão grande o suficiente para se tornar um incomodo. Além dos jogos (claro), o que me atraiu no PSP e o fez competir com o iPod é o fato de que minhas musicas não somam mais do que 30 GB, e a Sony já lançou memory sticks com 8 GB de capacidade. Carregar quase 1/3 das minhas músicas já é mais do que o suficiente pra mim. Como um bônus, também tenho “O” vídeogame portátil, um videoplayer,  e até mesmo posso navegar na Internet (wi-fi) através de um browser simples, mas que me permite ler e até responder e-mails onde estiver, além de conferir sites como Flickr e até mesmo o Orkut (infelizmente não é possível ver os vídeos do YouTube). A Sony tem expandido aos poucos a utilidade do PSP na Internet, e já incluiu até mesmo o Skype no último firmware, que deve ser usado com um headset vendido separadamente (claro).

 

Quanto as músicas, o processo para colocá-las é bem simples: basta conectar o PSP no computador que ele será reconhecido como um drive USB. Você organiza as músicas através de pastas/diretórios, o que não é ruim (embora não seja possível criar subpastas). O aparelho também reconhece a arte do álbum que tenha sido colocada na mp3 (eu sabia que o trabalho de colocar capa nas minhas mais de 5.000 músicas iria ser recompensado algum dia ;). Mas nem tudo é perfeito: o PSP demora um pouco para ler as músicas disponíveis, o que torna a navegação pelos diretórios um processo um tanto quanto chato (parece que um dos firmwares mais recentes deixou o sistema mais lento. Espero que a Sony resolva isso).

 

Converter vídeos para o console é um processo bem fácil que pode ser feito através de um programa gratuito, o PSP Vídeo 9. Embora esta funcionalidade não estivesse dentre minhas intenções originais, essa foi uma opção que gostei bastante (especialmente pelo tamanho da tela). Quantos aos jogos, o PSP é um show. A qualidade gráfica é um pouco inferior ao PS2, porém extremamente satisfatória para um aparelho tão pequeno. Isso me fez lembrar da época em que eu comprei meu Game Gear, o que me incentivou a fazer uma comparação física entre os aparelhos e pensar no quanto a tecnologia evoluiu nesses últimos anos.

 

Technology is always improving… and you?

 

Sabe…. na época do Game Gear eu me divertia com aquela versão 8bits do Sonic, porém sempre imaginei como seria bacana poder jogar os games do Mega Drive em tamanho portátil (a Sega lançou o Nomad, mas ele nunca veio ao Brasil). Hoje o PSP realiza muito mais que isso, através das inúmeras coletâneas de jogos e dos títulos exclusivos. Tem até versão exclusiva do Ace Combat para o PSP! O que mais eu posso querer?

 

Eu ainda nem testei jogar contra outro PSP através do wi-fi, mesmo assim já estou mais do que satisfeito com a compra desse gadget!

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