BP’s Tears In Rain

Archive for June, 2008

Michael Bay is _teh_ action director

Poucos diretores sabem fazer cenas de ação como Michael Bay. Explosões, perseguições de carros, tomadas em camera lenta, silhuetas ao entardecer, várias são as marcas registradas dele. Ao assistir um de seus filmes fique atento: é só questão de tempo até que elas comecem a aparecer. Selecionei cenas dos meus 3 filmes favoritos do diretor: A Rocha, Bad Boys e Transformers (poderia colocar Bad Boys II também, mas deixa pra próxima). Comecemos pela sequência em que as cenas costumam acontecer nos filmes.

Cena 1: Sunset

Michael Bay ama o entardecer. Os três filmes começam e terminam com o sol se pondo e com Bay sempre abusando de silhuetas e/ou filtros coloridos para dar o feeling.

Cena 2: Rig Shot

Esta cena é uma tomada feita com a câmera fixa em uma das laterais do veículo. Em Transformers ela ocorre em uma bicicleta, porém está lá. Tenho muita vontade de fazer uma foto com essa mesma técnica, porém demanda um car rig ou então muita fita adesiva (e pedreiragem :)

 Cena 3: The Hero Shot

 

Esta próxima cena é uma tomada “360º” em slowmotion do “herói” se levantando em meio ou após a ação. No caso do Optimus Prime, se transformando.

Cena 4: Gun Point

 

A última retrata um cenário de extrema tensão que acontece nos filmes de Bay: uma situação onde (por desentendimentos ou não) vários personagens apontam suas armas uns para os outros. Se eles atiram ou não, aí você precisa assistir ;)

Para quem não conhece Bay, ele também dirigiu Armageddon, A Ilha e Pearl Harbor, e começou sua carreira dirigindo comerciais de TV e video-clipes. Muitos podem criticar os seus filmes, mas a verdade é que eles são exemplares perfeitos do cinema pipoca. Hey, cinema é isso: diversão. As cenas de tirar o fôlego são sempre casadas com trilhas sonoras imponentes, por isso lembre-se de aumentar o som do seu home-theater.

Se Michael Biehn is the action hero, Michael Bay is _teh_ action director.

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GO SONIC BOOM, GO!

Minha infância teve um heroi: Sonic. Os garotos do primário me zoavam porque eu só desenhava o ouriço azul, mas eles que se danem. Sonic é muito mais badass que o Mario e seu design é anos-luz à frente do encanador de macacão. Eu tive festa de aniversário com temática do Sonic, tive cadernos, camisetas, bonecos etc. Apesar de toda essa devoção ter sido na infância, alguns anos atrás fiz até um “logo personalizado” baseado no Sonic Team e colei no vidro do carro que tínhamos (o carro era azul, LOL). Mas foi coisa discreta, não maior do que 2.5×7 cm (o fanatismo passou, juro).

A primeira vez que eu vi o Sonic foi na edição de lançamento da revista Super Game (que depois se uniu com a Game Power e virou Super Game Power – eu tenho essa edição até hoje). As fotos do jogo no Mega Drive fizeram meus olhos brilharem. Quando eu vi o comercial na TV eu fiquei doido. A velocidade, os loopings, as cores. Na época eu tinha um Master System e mesmo nele Sonic era um jogo bacana. É verdade que essa versão não tinha looping, mas eu ainda me lembro como se fosse hoje do final de semana em que eu aluguei o jogo e não queria sair de casa por nada. Também me lembro do dia mágico em que ganhei um Mega Drive que vinha com o Sonic 1 + camiseta. WOW, aquilo foi demais.

Tive Sonic 1, 2, 3 e Spinball no Mega Drive. Tenho Sonic 1 e Tripe Trouble no Game Gear. Fiz meus pais irem pra várias cidades da região atrás do excelente Sonic CD. Comprei Sonic & Knuckles Collection para PC (época em que os emuladores ainda não tinham ganhado o mundo) e recentemente comprei o Sonic Mega Collection do PS2 (hey, só U$ 10. Comprei pela nostalgia). Só não tive Sonic no Saturn, onde saiu a bomba chamada Sonic 3D Blast (existiu uma coletânea excelente chamada Sonic Jam, mas na época eu não consegui encontrá-la a venda no Brasil).

E é aí que a vida do ouriço azul mudou. Sonic nunca teve uma transição boa para o 3D. Exceto talvez pelo Sonic Adventure do Dream Cast, os demais títulos de lá pra cá só ganharam nota baixa. What a shame!

Mas ainda existe esperança para o borrão azul. Talvez a Sega consiga acertar com o novo Sonic Unleashed que será lançado no final do ano. Parece que finalmente a produtora vai fazer aquilo que já deveria ter sido feito há muito tempo atrás: basicamente um jogo de plataforma 2D com gráficos 3D.

Sonic é velocidade, é blur motion em 90% do tempo. Não dá pra mantê-lo num mundo 3D aberto, onde os controles se complicam e você não tem a liberdade para correr muito. Muito menos interessante é incluir uma dezena de personagens bobos que só atrapalham o brilho do ouriço azul (Unleashed trará apenas Sonic, Tailes e Knuckles… ótimo).

 

A única coisa que me deixa com pé atrás é que parece que, segundo a história, o Sonic foi infectado pelo Robotnik e acaba se transformando em “lobisomem” (lobisonic?) em alguns momentos. Isso realmente machuca o hype que eu tenho do jogo (idéia besta essa).

Anyway, todos aqueles que gostavam do porco espinho na era 16 bits devem conferir os dois trailers, aqui e aqui. A internet está fervorosa, todos confiando em Unleashed.

Vendo os vídeos o meu semblante começa a expressar um sorriso. Sorriso semelhante ao do garoto de 10 anos que mal podia esperar pelo próximo jogo do seu personagem favorito! Só tenho que lembrar de ter cuidado com o hype.

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Caloi = propaganda enganosa

Update 1: a correia chegou e é da mesma espessura da anterior, o que significa que dentro de pouco tempo o aparelho vai voltar a dar problema. Grande foi a surpresa quando o técnico abriu o aparelho e demos de cara com o logotipo da Athletic. É isso mesmo: a Caloi pega os aparelhos da Athletic e revende com o logotipo dela. Então se você compra aparelhos de ginástica da Athletic, fique atento, você pode acabar com o mesmo problema que eu.

Update 2: três meses se passaram e a nova correia deu problema. Isso usando o aparelho em média 4 vezes por semana, por menos de 1h cada dia. Vou tentar acionar a garantia mais uma vez. Fiquem atentos: não confiem nas especificações da Caloi.

Update 3: ligamos na Caloi, que entrou em contato com o técnico da assistência autorizada para saber qual a razão da falha. É claro que foi a correia, mas eles custam a acreditar que o aparelho não tenha nenhum outro problema. Segundo a Caloi, é do interesse deles resolver o problema.  Hoje, 30/out/08, o técnico trouxe uma nova correia, porém pelas especificações ela é igualzinha as duas anteriores. IGUAL. THE SAME. Isso tudo porque a Caloi se interessa em resolver o problema… sei. Eles estão empurrando com a barriga até o momento em que o aparelho sair da garantia, porém vamos dar o nosso passo antes. Tão logo comecem surgir os primeiros sinais da correia indo para o espaço (pó preto aparece embaixo do aparelho), vamos acionar o Procon.

Post Original: Entrando no clima do FAIL, este é um caso que eu faço questão de tornar público. Aqui em casa todo mundo é um pouco acima do peso, exceto eu que sou _muito_  acima com meus 1.93 e 130. Não tenho orgulho disso, e é por isso mesmo que resolvi voltar a malhação. Já temos uma bike da Weslo (que tem anos e é jóia) e quisemos experimentar esses aparelhos elípticos que são a nova sensação. Compramos o Transport Elite HT07 Caloi (que supostamente agüenta usuários com 150kg) para pouco depois de 4 meses termos que chamar a assistência técnica. E é aí que entra a história de desrespeito ao consumidor.

O próprio técnico disse que os aparelhos da Caloi não agüentam o peso descrito: de fato, ele teve problemas com este mesmo aparelho com usuários que pesam entre 90 e 100 kg. Por fora o aparelho é robusto, mas é dentro que o problema se encontra. Segundo ele, nos últimos anos todos aparelhos da Caloi estão vindo com correias mais finas do que antigamente (provável corte de custos), o que tem causado problemas após algum tempo de uso. Imagino quanto tempo este aparelho duraria com alguém pesando 145kg. Que bela publicidade enganosa.

Isso também me lembrou da vez em que um técnico da Telefonica veio em casa, e ele mesmo reclamou da empresa dizendo que ela enganava o consumidor e que o papo dos atendentes é pura balela. Já que lembrei, FAIL na Telefonica também!

Pronto! Me sinto mais aliviado agora.

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Professor BP

Eu não sou uma pessoa muito paciente, especialmente quando um completo leigo me pergunta sobre assuntos difíceis de explicar (quem não tem um conhecido que já te alugou como técnico de computador? O problema não é explicar, é explicar pra alguém que não tem noção alguma do que são janelas, barras de ferramentas e menu iniciar). Entretanto existe um assunto onde pareço estar sempre disposto a ajudar: fotografia.

Alguns dias atrás me peguei pensando em preparar material para aulas básicas do assunto. Pensei isto porque minha primeira experiência com a fotografia começou na faculdade, durante o meu curso de Publicidade & Propaganda.

Pelo lado da teoria: não decorei a história da fotografia, não lembro dos fotógrafos pelos seus trabalhos, não lembro nem de como se revela um filme manualmente. A questão é que isso não me fez (por enquanto) nenhuma diferença na minha vida como profissional, e não sei se faria em 99% dos casos hoje em dia.

Pelo lado da prática: nunca trabalhei em estúdio. Comecei com pequenas imagens produzidas na agência de publicidade onde trabalhei, e de lá pra cá passei a me dedicar mais e mais nessa tarefa. Embarquei no mundo strobista (uma forma meio prática de conseguir resultados profissionais sem necessidade de um estúdio fullpower) e tenho experimentado quase tudo aquilo que leio (faltam situações e modelos). Apesar disto o meu interesse é geral, mas o ramo no qual eu atuo a fotografia é mais técnica e o que importa é o resultado.

O que eu ensinaria então? Aquilo que o meu professor na faculdade não teve capacidade de ensinar de forma clara: a relação entre velocidade e abertura, abertura e profundidade de campo e (o mais importante) como isso altera a imagem que será capturada. É necessário fixar técnicas básicas e macetes. Outra coisa: falar sobre a luz, entender o básico que é saber caracterizar a luz (dura / suave).

Não culpo meu ex-professor (que já deveria ter se aposentado muito antes de eu ter começado a faculdade), mas é que faltou vontade de produzir um material de apoio – o básico do básico: fotografias! Hey, afinal é disso que estamos falando! Em 2003 as reflex digitais ainda custavam o olho da cara e as primeiras Cybershots de 3 e 5 megapixels eram um sonho de consumo. De qualquer forma não seria dificil fazer imagens para produzir slides mostrando exemplos.

Na faculdade a aula de fotografia não tinha nem prova: bastava entregar suas fotos ampliadas manualmente que estava tudo certo. Meu Deus, quem revela e amplia filme manualmente hoje em dia?  Ou mesmo em 2003? (salvo os puristas). É bacana, mas pouco prático. Como avaliação eu não apenas pediria a produção de um ensaio, mas aplicaria um teste ilustrado onde questionaria o aluno sobre qual recurso foi utilizado para fazer aquela imagem (engenharia reversa). É coisa básica, sem intenção de ferrar ninguem, mas acredito que funcionaria muito bem para fixar um ou outro conceito.

Embora boa parte dos alunos nunca vá comprar uma reflex, acredito que tirariam melhor proveito de suas compactas semi-manuais uma vez que soubessem coisas básicas. Os albuns do Orkut e Fotolog agradeceriam.

Tudo isto é uma idéia que as vezes vem a minha cabeça, porém falta QI para que isso se torne uma realidade (além do próprio material de apoio). Quem sabe algum dia isso não acontece? O jeito é começar a montar o material!

PS: gente, que post gigante. Numa época onde as pessoas só conseguem escrever e ler no Twitter,  um texto desse tamanho assustou até a mim! E sim, gastei tempo fazendo a prova só pra ilustrar o post ;)

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Michael Biehn is _teh_ action hero

Michael Biehn é um dos atores mais subestimados de Hollywood. Ele tem papéis de destaque em 3 dos meus filmes favoritos: Terminator (Kyle Reese), Aliens (Corporal Hicks) e A Rocha (Commander Anderson). Apesar disto ele nunca caiu nas graças de outros diretores de ação (exceto por aqueles que dirigem filmes B).

Curioso é que nestes três filmes ele acaba morrendo, porém sempre cumprindo sua ordens. É praticamente um mártir. Michael Biehn é tão cool que ele já foi até Solid Snake na capa de Metal Gear (MSX):

Curiosidade 1: pra quem não sabe ele reaparece como Kyle Reese em delírios da Sarah Connor na versão estendida (e superior) de Terminator 2. São cenas bacanas que todo mundo concorda que nunca deveriam ter sido cortadas da versão de cinema.

Curiosidade 2: talvez vocês já tenham ouvido falar sobre um filme do Spiderman que James Cameron tinha vontade de fazer (1994). Adivinha quem o diretor tinha planejado para ser Peter Parker?

Definitivamente Cameron sabia do potencial de Biehn. Este post de cultura cinematográfica quase inútil foi um oferecimento de Tears In Rain. Mais sobre os papéis de Michael Biehn pode ser lido neste site.

Updated: o Wedge me lembrou que Michael Biehn também interpretou um papel em um outro grande filme de Cameron: O Segredo do Abismo. E ele também morre mais uma vez.

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Sério. Isso já encheu o saco…

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