Archive for August, 2008
Embrace your inner child!
Updated: now with video! Enjoy!
Antes de mais nada devo ressaltar que se as crianças brasileiras dos anos 80 tivessem brinquedos dos seus heróis japoneses com essa qualidade, suas infâncias teriam sido ainda mais coloridas e divertidas (afinal, todos que nasceram nesta década se lembram felizes e orgulhosos de quando eram crianças). O máximo que tivemos por aqui foi um boneco em versão cheap e deluxe (sendo este último nada mais do que o corpo do Robocop pintado com as cores do Jaspion) e alguns carrinhos e tanques que eram reaproveitados de outras linhas de brinquedos da Glasslite.
No Japão a coisa foi bem diferente. O Gaibin que tenho em mãos é um brinquedo robusto, cheio de engenhosidade. Sem dúvida alguma se eu o tivesse quando criança ele não teria sobrevivido 23 anos. Na verdade não teria durado nem 23 dias na minha mão.

Tudo aquilo que você viu na telinha ele faz. Começando pela ejeção do Gaibin Jet. As duas “tampas” que cobrem as asas podem ser abertas com as mãos. Para desprender o Jet (que fica preso em um pino de metal) você aperta um discreto botão preto na base do estabilizador vertical.

Após isto basta puxá-lo para cima. O desdobramento das asas ocorre da mesma forma que na série, bem como a transformação dos elevadores em estabilizadores verticais. Os trens de pouso traseiros ficam escondidos nos canhões nas pontas de cada asa.

O Tank se fecha e o resto de sua transformação acontece. O maior destaque nesta parte fica por conta das esteiras. O botão amarelo (e nada discreto) em cima do compartimento das esteiras é responsável por abaixá-las.

Mas não para por aí! Lembra-se de quando o Gaibin ia escavar e as rodas da frente eram recolhidas para que ele pudesse alterar o ângulo de escavação? O mesmo pode ser feito aqui. É tanque para todo tipo de terreno :)
O sistema que permite ao Gaibin abrir e fechar é bem bacana. Algumas partes são feitas de metal, o que deixa o modelo bem pesado e dá a sensação de robustez.

O produto, que não é lacrado, ainda está na caixa (um tanto quanto surrada, é verdade). O Gaibin está em condições praticamente perfeitas e é acompanhado do folheto de instruções, um minúsculo catálogo, 3 mísseis (para o canhão disparar) e até mesmo a cartela de adesivos intacta (que provavelmente não irei colar). Tratando-se de um brinquedo de 1985, não há do que reclamar.

Agora vou rumo ao Daileon DX. Esse sim, o meu verdadeiro sonho de consumo. Ah, quanto ao tamanho: o Gaibin Tank tem quase 17cm x 11cm (com o Jet dentro e as brocas recolhidas). Uma última foto para comparação.

Em breve faço um video mostrando a transformação :) Agradecimentos ao Demolution (Sblargh), pois na minha ausência foi ele quem deu o lance. Now lemme get back to work!
3 commentsNão use a etiqueta!
Be advised: etiquetas para CDs podem prejudicar a leitura dos dados.

Eu sou meio perfeccionista e gosto de ser organizado com meus backups, por isso mesmo mantenho meus discos sempre catalogados. Para facilitar na hora da procura, resolvi etiquetá-los. Grande foi a minha surpresa nesta quinta-feira à noite, quando ao precisar de um arquivo de um dos discos, o drive começou a engasgar e acusou erro de leitura. Detalhe: eu tenho 2 cópias desses meus backups, porém todas possuíam etiquetas.
Fiz o teste em computadores diferentes, e a qualquer momento os CDs/DVDs falhavam durante a transferência dos dados. Eu tinha alguns discos gravados na mesma época (8 meses atrás) e com a mesma mídia, porém sem etiquetas, e para meu espanto eles estão funcionando.
Para que vocês vejam o quão curioso é: alguns discos bem mais velhos tem etiquetas com bolhas de ar, e ainda funcionam numa boa. Meus discos recentes com etiquetas coladas com o aplicador, falharam :|
Não é a primeira vez que utilizo etiquetas da Pimaco, porém será a última! Devo ter pego algum lote infeliz, com cola destruidora de dados. O lado estético e organizacional não vale o risco. Etiquetas em CD, nunca mais!
PS: os pássaros começam a cantar. Nem lembro quando foi a última vez que passei uma noite inteira acordado. Um pouco mais e o povo me manda ir na padaria.
No comments“Quem não faz, toma!”
Esta célebre frase meu pai sempre faz questão de dizer pra mim quando eu fico amargurado por uma derrota do São Paulo na Libertadores / Mundial (únicos campeonatos que eu realmente ligo). Infelizmente a tal frase é uma dura verdade.

Fazia tempo que eu não arrepiava num jogo de futebol (eu não ligo tanto. Brasil masculino perdeu? Nem esquento a cabeça com aquele bando de incompetentes que ganha milhões simplesmente pela presença). O jogo feminino, porém, foi outra história. O Brasil merecia demais essa medalha. Eu não sou do tipo que engole prata por ouro, mas dessa vez pode ter certeza que essa pratinha não apenas pesa, mas vale muito mais que o ouro americano.
Foi um espetáculo melhor do que muita final de Copa do Mundo. A persistência das atletas foi algo espantoso. Elas lutaram e fizeram todos acreditar que enquanto houvesse segundos remanescentes existia a chance de sair o gol. Mas “misteriosos são os caminhos do Senhor”. Sim, as americanas devem agradecer muito a Deus por essa medalha :), pois o gol de empate só não saiu porque não estava escrito.
Agora em relação ao desempenho do Brasil nos demais esportes… sem comentários.
Updated: a Sports Illustrated não poderia ter sido mais verdadeira:
No comments“Outplayed and overwhelmed for most of the night, the Americans got the only shot they needed”
Lendo
Ontem visitei uma livraria e de forma inesperada (juro!) acabei cruzando com duas edições de War of the Worlds. Escolhi pela da Barnes & Noble Classics, que possui notas de rodapé, comentários, biografia etc. Muito boa e bastante esclarecedora, essa edição deixa a leitura ainda mais interessante.
Agora deixe-me voltar para a cama :)
No commentsPam pam paaam! Pam pam paaam!
No one would have believed, in the last years of the nineteenth century, that human affairs were being watched from the timeless worlds of space. No one could have dreamed we were being scrutinized, as someone with a microscope studies creatures that swarm and multiply in a drop of water. Few men even considered the possibility of life on other planets and yet, across the gulf of space, minds immeasurably superior to ours regarded this Earth with envious eyes, and slowly and surely, they drew their plans against us.
Nesta última semana eu fiquei fixado por Guerra dos Mundos. Ouvindo “Eve of the War”, abertura do musical comandado por Jeff Wayne, me senti compelido a baixar e ouvir o resto (eu sempre gostei de Eve, mas nunca me interessei em ouvir o álbum completo).
Mal sabia o que eu estava perdendo. Jeff Wayne’s War of the Worlds (1978) é uma experiência fantástica que deve agradar a qualquer um que goste de rock progressivo e albuns conceituais. Atrevo-me a dizer que talvez seja a melhor forma de “ler o livro”. Os filmes de 1953 e de 2005 são excelentes, mas o musical é o que mais se aproxima do original e o que mais me deixou imerso na experiência.
Eu quis ir um pouco mais longe e baixei o show realizado em 2006. QUE ESPETÁCULO! As atuações ao vivo, as imagens no telão, o show de luzes e cores. Você fica oprimido pelo som do desconhecido e abominável, vibra junto à multidão quando o Thunderchild traz a esperança da vitória, literalmente entra de cabeça na história. Fenomenal! Mais um show na minha lista dos que eu queria assistir pessoalmente, mas que provavelmente nunca vou.

Fiquei tão tomado pela experiência que acabei dedicando várias horas à pesquisa de informações sobre o livro. É espantoso pensar que ele foi escrito em 1898, numa época onde não existiam tanques ou aviões, tão pouco a idéia de guerra biológica era tão comumente difundida como é hoje. Às vezes fico impressionado (positivamente) com o ser humano. A capacidade de H. G. Wells em escrever algo tão a frente do seu tempo, e a habilidade de Jeff Wayne em trazê-lo a vida através da música. WOW! Eles fizeram história!
No commentsThey will fix you… they fix everything
Robocop, um dos meus filmes favoritos, está ganhando uma nova versão em 2010. Não se trata de uma continuação, mas sim de uma re-leitura um pouco mais atual. Uma espécie de remake.

A primeira questão que me veio à cabeça foi: Robocop precisa de remake? O filme original, de baixo orçamento (B), foi lançado em 1987 e colocou o nome de Paul Verhoeven (e de vários atores) no mapa de Hollywood.
Quando criança eu achava o filme legal, porém com o passar do tempo percebi que ele ia muito além da ação rotineira e do cara vestido com a armadura. É uma obra de arte do cinema de ficção científica, carregado de ironias e críticas a sociedade do consumo e, claro, recheado de belas cenas de ação e violência (exagerada, mas nunca gratuita). Sem contar a impecável trilha composta pelo lendário e legendário mestre Basil Poledouris (Conan).
Apesar do filme ter 21 anos, seus temas continuam atuais e seus efeitos continuam quebrando o galho até hoje (eu, e mais uma legião, nunca trocaria o stopmotion do ED-209 por uma versão em CGI).
Eu não sou o tipo de fanboy que vai amaldiçoar a MGM caso Robocop 2010 seja uma bomba (bom… talvez). É praticamente impossível o novo filme ser tão bom quanto o original, simplesmente porque não há nada o que melhorar. Também é quase impossível que o filme seja pior do que Robocop 3, a série da TV e a minissérie Prime Directives (lançada em 2000). Pelo menos é o que eu espero. Se bem que vendo o que aconteceu com Alien vs Predator: Requiem, eu não duvido mais da capacidade dos diretores em piorar as coisas.
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