Archive for September, 2008
Velhos livros, velhas lembranças
Mais um post estilo “Senta que lá vem história”. Devido a um problema de espaço decidi finalmente me desfazer de uma boa parte do meu passado. Meus livros escolares estavam guardados em caixas, ocupando uma área preciosa no armário. Sempre fui muito nostálgico, por isso os guardei junto com todos os meus cadernos e fichários do ensino médio (e alguns do fundamental).
Aos poucos vou picando os papéis, lembrando de fatos e pessoas. Revejo alguns desenhos que costumava fazer nos livros: houve a época em que eu desenhava Sonic, a época em que eu desenhava aranhas e a época em que eu desenhava Tomcats e outros caças. É incrível ver como eu gostava de desenhar as coisas nas quais eu era vidrado. Pensando bem, mesmo na faculdade eu costumava rabiscar, especialmente nas aulas desinteressantes.

Encontro um trabalho da 4ª série cuja capa foi feita no computador (meu pai sempre as fazia pra mim). Revejo a tipologia que eu amava usar: a letra de tronco de árvore! Atentem para os riquíssimos detalhes e a alta resolução:

Observem que a acentuação sempre foi um problema para tipologias “decorativas”. É claro que hoje você perderia meio ponto pela rasura, mas na época, sendo uma das poucas crianças da sala com computador em casa, entregar trabalhos com capa impressa era o ápice (mesmo que seu conteúdo continuasse escrito à mão no papel almaço). Junto com o trabalho, uma notinha:

Ahhhhh, os elogios da professora! Como era bom recebê-los! Para que vocês vejam como a coisa funciona: até a 3ª série sempre fui exemplar, porém com a nova professora da 4ª eu tinha problemas. Ela dizia que eu não prestava atenção, era malcriado etc. Meus pais foram chamados pela direção e ressaltaram que o problema não podia ser eu, já que eu tinha um currículo impecável na categoria criança comportada. Sugeriram que o problema deveria ser a nova professora, e disseram a ela que ao invés de me criticar e de me perseguir, experimentasse me incentivar e elogiar. A mudança não demorou, e ela virou uma das minhas professoras mais marcantes. Era só amor e paixão (o tanto quanto pode ser para uma criança, óbvio). Algumas vezes tudo o que uma pessoa precisa é de um elogio e incentivo. Funciona mesmo.
Voltando ao ano 2008, ainda estou separando os livros antigos mas não sei qual será o destino deles. A princípio pensei em doá-los, mas fico na dúvida se serão úteis uma vez que eles são “velhos” e desatualizados. Sugestões?
Updated: entreguei os livros para uma amiga que dá aula na rede pública. Ela vai distribuí-los.
2 commentsBernard Bear

Backkom (conhecido internacionalmente como Bernard Bear) é uma animação produzida na França por um estúdio Coreano (?) que mostra a vida atrapalhada de um urso polar diante das situações do cotidiano. Ele é egoísta e impaciente, porém sempre persistente. Bernard tem um look às vezes triste, que me lembra um pouco do Bisonho, mas basta ele ter uma idéia e esboçar o sorrisinho sacana que você já percebe que bobo ele pode ser, mas tonto não. É um personagem carismático, com o qual você acaba simpatizando fácil.

As animações tem de 3 à 5 minutos e também contam com alguns outros personagens. Até onde eu sei existem 52 episódios que fizeram grande sucesso pelo mundo (sendo veículado por volta de 2004). Dos que eu vi até agora meus favoritos foram A Day In the Country II, Parachute, The Little Dog e o final infame de The Flower.

Como descobri Bernard? Meu pai viu um video dele em uma palestra, chegou em casa e praticamente baixou todos os episódios do You Tube. LOL!
5 commentsEmbrace your inner child! Part Deux!
Hoje foi o dia em que eu realizei o desejo da minha infância: ter meu próprio Daileon! É curioso, mas poucos dias após a compra do Gaibin DX a mesma loja colocou para leilão dois bonecos do Daileon, versão DeluXe (GC-29) que faz toda a transformação e é o sonho de consumo de muito marmanjo. Eu não tinha planos de comprá-lo tão rápido, mas sei que se a oportunidade passasse eu iria me arrepender profundamente.

O primeiro leilão encerrou durante a semana sendo disputado a tapas no último momento, o que garantiu uma valorização de 30% no preço (by the way, o vencedor foi um brasileiro). Assustado e com medo de perder o segundo leilão, armei um esquema com o (advinha quem?) Demolol para ambos ficarmos online e lutarmos pra conseguir o boneco (imagine nós dois atualizando incessantemente a página, segundo após segundo para ver se alguém tiraria o nosso lance da jogada… sentiu a tensão?). Deus foi bom: o leilão só teve o meu lance! Provavelmente o fato dele ter sido fechado no domingo a noite tenha reduzido a chances de outras pessoas estarem online.

Seis dias após e eu estou aqui, com ele repousando ao lado do monitor enquanto procuro palavras para descrevê-lo. O brinquedo é um show à parte! Possui a mesma qualidade e robustez do Gaibin, sendo uma combinação de peças de metal e plástico. O peso impressiona aqueles que chegam pensando que ele é todo de plástico. A quantidade de partes móveis é grande, por isso o cuidado com ele deve ser redobrado.

A transformação da nave em robô ocorre igual na série, com as pernas se esticando, o torso girando, a cabine se abrindo para revelar a face do gigante guerreiro e o peculiar movimento de “tirar as mãos dos bolsos”. O destaque fica por conta do brinquedo mostrar o que acontece com os trens de pouso, que na série misteriosamente desapareciam da cena. Como são muitos os passos da transformação, resolvi deixá-los para mostrar em vídeo :)

Já em seu formato humanóide o Daileon possui algumas articulações básicas: joelhos, cotovelos, um pouco de movimento no ombro e cabeça. Nada de espetacular, mas o suficiente para colocá-lo em uma pose não tão estática. Minha grande dificuldade está sendo decidir se devo deixá-lo como nave ou como robô, pois dos dois modos ele fica espetacular.

Outras características: o compartimento na ponta da nave se abre para lançar as miniaturas da Alan Moto Space e do Gaibin Tank (praticamente sem detalhe algum). Você trava um mecanismo, aperta a cabine da nave e o veículo é catapultado para fora. Bem interessante. Também vale notar que o Daileon pode disparar suas mãos, um movimento que ele não fazia na série mas que é clichê de quase todos os robôs de tokusatsu.

Quanto ao tamanho: ele tem quase 23 cm em pé. Transformado em nave e lado a lado com o Gaibin Tank o Daileon parece pequeno, porém acredito que o tamanho esteja ótimo especialmente para deixá-lo na estante. Paguei U$ 150 pelo brinquedo que não é novo mas é “near mint condition” (eu jamais me atreveria a pagar R$ 1.000 por um novo, ou pior ainda: R$ 3.000 conforme dizem custar numa loja na Liberdade). O meu acompanha caixa, folheto de instruções, a cartela de onde os adesivos saíram, bem como um par extra de mãos e 3 Gaibins e Motos. Enfim, perfect!

Por hora é tudo o que tenho a dizer. É um sonho ingênuo da minha infância o qual eu realizo com o maior prazer. Quando criança eu jamais soube que existia um brinquedo assim do outro lado do mundo, porém sempre imaginei como seria feliz se o tivesse. Quase 20 anos se passaram e aqui estou eu, com ele em mãos. Rest in peace, BP.
PS: se você deseja mais informações ou imagens do gigante guerreiro, pode visitar este site ou este forum. Hmmmm… seria interessante ter o SatanGos xD
8 commentsDust
Nesses 10 anos vivendo em uma casa localizada em área central, a um quarteirão do mais movimentado cruzamento da cidade, uma coisa ficou bem clara: não há nenhuma chance de vencer a guerra contra a poeira. Se eu pudesse instalar uma bolha ao redor da minha casa, o faria.
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