Archive for January, 2009
Dream Theater, the majesty
Hoje estava assistindo uma parte dos DVDs Live at Budokan e Chaos In Motion, do Dream Theater. Sempre que vejo a atuação deles fico impressionado, e de certa forma até orgulhoso por gostar da banda. Todos são mestres em seus instrumentos, suas longas performances ao vivo soam melhores do que as gravações no estúdio (desconfio que não exista algo difícil o suficiente que eles não possam tocar). Algumas músicas são demasiadamente pesadas pro meu gosto, mas me regozijo na sensibilidade de tantas outras melodias expressadas com supremacia técnica, capaz de ganhar a simpatia até mesmo de um público que definitivamente não é alvo (meus pais). Fico pensando em como esses mestres treinaram seus dons e se tornaram o que hoje são. Existem tantas pessoas por aí que dominam algo, são admiradas (com razão), que até me faz pensar no quão desprovido de talento sou. Anyway, espero que algumas músicas clássicas da banda apareçam no Rock Band, e não apenas as do último album. Talvez assim possa sentir um pouquinho do gosto que Petrucci tem ao subir no palco e fazer um solo :)
Fim de tópico. Deixe-me voltar ao filme/desenho da abelha que se apaixona pela florista.
No commentsRocking with the band
Quase tão pessoal quanto o próprio gosto musical, party games podem ou não fazer a cabeça das pessoas. Guitar Hero me cativou ao jogá-lo com amigos (mesmo sendo numa TV de 7 polegadas PB). Frets On Fire veio logo em seguida, e agora que tive a oportunidade não resisti e comprei Rock Band 2 pro PS3 (guitar only).
É um jogo mais divertido quando em grupo, e torna-se mais duradouro com o lançamento de novas músicas semanalmente (mesmo custando U$ 1,99 é difícil resistir a tentação de não comprar aquela música que você gosta tanto). Porém o que mais me chamou a atenção foi o merchandising que a produtora disponibiliza no site do jogo.
O seu cadastro no site do Rock Band pode ser linkado ao seu perfil da PSN. Com isso, não só a sua pontuação é mostrada no site, como todos os personagens que você criou também podem ser acessados. Pra que? Pra você tirar “fotos” da sua banda, fazer camisetas, pôsteres, adesivos e até mesmo action figures personalizadas. Sensacional!

Com vocês, HotShots! Eva, BP e Cate :P
1 commentDebriefing - Parte Deux
Tive a oportunidade de passar dois dias em Miami. Fiquei hospedado num hotel em Bayside, próximo a uma marina. Miami parece ter aquele clima de festa todos os dias, imagino que Copacabana também seja assim (pelo menos pros turistas e moradores da região nobre).

Um palco e um shopping ao ar livre com varias lojas e restaurantes integram a marina. Incontáveis barcos de passeio e privados me fazem imaginar a aparente vida perfeita de quem tem dinheiro pra possuir uma propriedade ali. Alguns clicks à frente, o enorme cruzeiro da Royal Caribbean está ancorado próximo ao prédio da empresa . Naquele clima tropical, sair à noite para dar uma voltinha ao som de musica ao vivo e se refrescar com a brisa do mar é perfeito.

Downtown Miami é cheia das lojas de bugigangas. Parece uma 25 de março de primeiro mundo, e essa foi a razão de eu não ter gostado. O mesmo padrão de atendimento se aplica, onde você pergunta o preço e o valor vai diminuindo conforme você vai dando passos em direção a saída. Com imigrantes por toda parte, o que menos se houve é inglês: nas placas e anúncios ele vem sempre em segundo lugar; na Victoria’s Secret uma das vendedoras falava um português afiado; a TV tinha mais canais falando espanhol do que inglês. No Starbucks tive a chance de ver e ouvir dois policiais hermanos conversando (Bad Boys me veio a cabeça - param pam pam pam paaam, huuuu!). Com apenas 48 horas em Miami eu já estava doido pra voltar pra Connecticut. Perdoem-me, mas é muito espano e latino pro meu gosto.

Continuemos sobre as coisas bonitas: prédios enormes e modernos, muitos deles sempre seguindo um curioso padrão de cores claras e vidros esverdeados. Não consigo nem imaginar o preço de um daqueles apartamentos. O visual clean me lembrou um pouco de Mirror’s Edge. Existe também uma espécie de mini-metro que durante a semana é gratuito e percorre toda downtown, cortando prédios e te levando aos pontos mais importantes (setor de negócios, prédios do governo etc). Foi um passeio bem bacana, tanto que decidimos ir para o aeroporto em Fort Lauderdale apenas utilizando os trens.
Fim da parte II.
2 commentsDebriefing - Parte I
A cidade de Nova York agora nada mais é do que um pequeno clarão no horizonte. Faz poucos minutos que decolamos. O JFK estava tranqüilo, pouquíssimos vôos saindo do terminal da AA, poucos outros chegando. Na verdade é como o piloto disse: esta deverá ser uma das viagens mais tranqüilas que devemos experimentar. Eu diria que a média de poltronas vazias / passageiros é de 10 pra 1. No kiddin. Eu estava super ansioso diante de todas as etapas de embarque (pesar e despachar malas, raio-x, ser ou não revistado etc), porém tudo foi rápido demais, sem estresse. Acho que sempre que eu for viajar vou marcar meus vôos de volta durante o reveillon.
Aproveito parte do vôo de mais de 9 horas pra relatar minha jornada. Comecemos do inicio.
O primeiro presente que ganhamos ao chegar nos EUA no ano passado foi neve. Este ano não foi muito diferente, uma vez que os flocos mágicos e molhados começaram a cair no dia seguinte ao que chegamos. Foi um presente para o meu pai, que não pode vir conosco da outra vez. Desta vez houve dias com nevascas bem mais fortes, resultando em “montinhos” nos quais eu podia afundar o meu pé até a canela.

Apesar de tudo eu devo avisar de que neve é bonito pra nós, turistas, mas dá uma trabalheira danada no dia-a-dia. Ninguém merece acordar de manhã pra ir trabalhar e ter que limpar a neve do carro com um rodo ou abrir caminho na calçada com uma pá, só pra chegar do trabalho e ter que fazer tudo isso novamente. E ai de você se sua preguiça deixar a neve lá. Ela congela e vira gelo, transformando-se num perigo.
:: A tela de LCD em frente do meu assento informa o tempo até Sao Paulo: 8h36 ::
Ficamos hospedados na casa que minha tia aluga em Connecticut, sendo NY menos de 1h de carro. É um estado com algumas cidades recheadas de imigrantes, outras nem tanto. Durante nossos inúmeros passeios a shoppings da região ficava claro quais eram os locais com maior concentração de hermanos, bem como aqueles outros que pareciam cenários de seriados adolescentes “perfeitinhos”. O engraçado é que todos os estilos de pessoas que você ja viu na TV uma hora ou outra cruzam a sua frente.

:: Pausa para o jantar. Das poucas refeições que eu já fiz no ar, a pseudo-lasanha servida agora foi a porção de carboidratos mais sem gosto que eu já comi na minha vida. Olha que no ano passado serviram uma lasanha branca que estava uma delícia, mas esse ano, blargh. ::
Falando em shopping: foi aterrorizante (porém não vou mentir que também foi super proveitoso) visitar tantas lojas com promoções para limpar o estoque. “GOING OUT OF BUSINESS. 50% OFF. EVERYTHING MUST GO!” Lembro que no ano passado a CompUsa, uma grande rede de lojas de eletrônicos, estava fechando as portas. Este ano a CircuitCity, a segunda maior rede deste tipo também começou a fechar. A BestBuy continua firme e forte, mas até quando? Uma grande avenida em Milford/Orange cheia lojas começou a perder o brilho com cada vez mais luminosos apagados. Acreditem, uma coisa é você ver a noticia no jornal, outra é chegar aqui e perceber o que essa crise fez neste ultimo ano. Mas paremos de falar de coisas tristes e assustadoras.
Vou falar do meu primeiro passeio a Nova York que teve como destino o USS Intrepid, um porta avioes ancorado que virou museu.

Lá tive a oportunidade de ver - talvez pela única vez na minha vida - caças como o F-14 Tomcat, F-16 Falcon, A-4 Phantom, SR-71 BlackBird, e até mesmo pude entrar em um Concorde (este ficava fora do porta-aviões, claro).

By the way, em relação a este ultimo devo ressaltar que ele tem BEM menos espaço interno do que mostrava o filme Aeroporto 79. É praticamente uma lata de sardinhas supersônica, com um banheiro pequeno e chique, mas com cadeiras quase tao apertadas quanto as da classe econômica do 777 no qual eu estou nesse momento. By the way, no 777 eu consigo ficar em pé no corredor, já no Concorde não.

Eu já falei o quão pequenas são as janelas? Fazer o que, né? Grandes sacrificios pra conseguir botar um ônibus no ar voando acima da velocidade do som. Quem sofre de claustrofobia jamais poderia viajar nele. Apesar disso tudo, uma coisa continua inalterada em relação aquilo que eu via na TV: a elegância. Eu gostaria muito de ver aquele pássaro decolando.
Dentre outros aparelhos voadores estavam em exposição algumas cápsulas que voltaram do espaço. É impressionante pensar que os astronautas ficavam ali, compactados naquela “casinha”, enquanto que a poucos centímetros do lado de fora o atrito com a atmosfera elevava a temperatura a níveis inimagináveis.

O interior do Intrepid também impressiona, especialmente por você saber que ele participou de vários conflitos e abateu inúmeros navios e aviões durante a segunda guerra. Tudo é muito apertado, as escadinhas são minúsculas, os alojamentos então nem se fala. Muitos deviam sofrer ferimentos antes mesmo dos ataques inimigos, apenas se esbarrando pelo aperto dos corredores.

:: Pausa para desejar a todos um Feliz Ano Novo. Pelo menos no horário americano, já que no horário brasileiro o Ano Novo começou tres horas atrás. ::
Uma das minhas salas favoritas foi a do briefing dos pilotos. Tudo decorado como se o navio ainda estivesse ativo. Os macacões e capacetes pendurados, os mapas nas paredes, as pranchetas, tudo. Só faltou o Goose fazendo piadinha e o Maverick encarando o Iceman.

Se você simpatiza com aviões militares, uma visita ao Intrepid é mais do que necessário. Vale muito a pena, especialmente porque esse tipo de coisa a gente jamais verá no Brasil.
Desta vez também tive a chance de andar um pouco no Central Park. Um enorme pedaco de verde em meio a tantas torres de concreto e aço. O local é excelente para fazer um passeio fotográfico, e sem dúvida deve ser um dos pontos favoritos para fotos de noivos (LOL). Até onde eu sei ele também fica lotado durante o verão, porém eu gostaria mesmo é de visitá-lo durante o outono, quando a folhagem ganha tons quentes e começa a cair. O curioso é que o Central Park não possui iluminação, portanto durante a noite fica em escuridão absoluta. A atmosfera é até sinistra.

O Times Square, por outro lado, transforma a noite em dia. Lá a crise parece nao ter chegado (exceto pelos números da bolsa). Tudo continua iluminado. Propagandas e luminosos anunciam filmes, seriados, peças da Broadway, jogos eletrônicos, e tudo aquilo que possa ser anunciado. É como o paraíso pra quem, como eu, gosta de luzes e cultura pop. Do alto do Empire State o Times Square é um clarão ainda mais forte em meio a cidade já tão bem iluminada. By the way New York deveria ser a cidade luz, e não Paris :)

:: O LCD anuncia o tempo restante para SP: 6h31. Acho que vou pegar meu PSP e procurar uma fileira de cadeiras vazias pra deitar. Espaço é o que não falta. Volto a relatar quando já estiver em casa, firmado. Gostei muito de ter este mini-laptop para escrever durante o vôo. ::
Fim da primeira parte.
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