BP’s Tears In Rain

Archive for March, 2010

Que parte da sua vida você gostaria de apagar?

Sementes foram plantadas há algum tempo, agora é hora de colher os frutos. Desta vez trata-se de “O Arquiteto do Esquecimento” (Life Editora, 2009), romance de estreia do meu amigo e companheiro de formação ‘Marcos Bulzara’.

Ele me concedeu a oportunidade de colocar em prática suas idéias em relação ao visual do livro - um romance de ficção onde “passado e presente se misturam de maneira assombrosa”. “Betão, quero esta ampulheta. Algo clássico, mas que atice curiosidade e passe a idéia de grandiosidade. Veja o que você consegue fazer com seus skills no Photoshop” – disse ele ao deixar em minhas mãos uma dessas ampulhetas comuns encontradas em lojas de suvenires. Se eu consegui ou não esse resultado vocês me dizem depois que tiverem a chance de ter o livro em mãos. Fotografei o objeto e parti pra pós-produção com a convicção de quem está fazendo um poster icônico para um grande filme hollywoodiano. Usei um pouco de tudo o que eu tinha na manga e o resultado é uma capa que não fará feio quando estiver na livraria, lado a lado com outros grandes romances de autores já renomados.

Trabalhar com outro publicitário que sabe bem o que deseja pode ser problemático, mas quando as ideias se encaixam o trabalho se torna muito apaixonante. Foi isso o que aconteceu durante os quatro anos da faculdade com aquele grupo de pessoas especiais, e foi isso o que tornou a acontecer neste projeto.

Peço para todos os meus amigos que prestem atenção da próxima vez que passarem por uma grande livraria. Se virem O Arquiteto por lá, tome-o nas mãos e veja o fruto desse projeto. Se não o encontrarem, pergunte ao atendente sobre a obra.

Agora posso bater no peito e dizer: “Já publiquei um livro!” ;)

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Reentering the world of Unreal

Nessa última semana aproveitei algumas noites livres para revisitar Unreal, jogo ao qual dediquei muito do meu ócio na adolescência, especialmente através do já extinto site Café NaPali. São anos desde a ultima vez que encarei o singleplayer, portanto a experiência trouxe muitas e agradáveis lembranças que estavam esquecidas.

Se Half-Life é como assistir a um bom filme, Unreal é como ler um bom livro. É uma longa e solitária jornada numa terra desconhecida, embalada por uma espetacular trilha sonora (ouça exemplos aqui, aqui e aqui) e visuais até hoje inspiradores (mesmo sendo um jogo lançado ha mais de 10 anos atrás). Não é a toa que passei tanto tempo jogando e filosofando sobre Na Pali. Se pareço exagerado, apenas leia alguns comentários nos links acima e você verá que existe uma legião de apaixonados. Unreal é o fps que mais conquistou minha imaginação.

O jogo é tão bom que tirou a Epic do limbo do anonimato e a colocou lado a lado com a ID, de Quake. Uma pena que a épica produtora ja tenha declarado não possuir interesse em um novo Unreal singleplayer, sendo o seu foco agora Gears of War - que embora seja muito bom, passa longe de ser uma experiência irreal (não resisti ao trocadilho).

Talvez até seja melhor assim: numa era dominada por consoles é difícil imaginar como seria Unreal, pois os fps de ação de hoje parecem ter estabelecido uma fórmula um tanto quanto cinematográfica: muitas cutscenes e eventos “scriptados”, pouca oportunidade de exploração (salvo FarCry e companhia), chitchat constante e trilha sonora que aparece apenas em momentos específicos. Isso tudo não é ruim, porém acredito que não funcionaria com Unreal e acabaria completamente com a imersão que o jogo possui. Um bom exemplo disso é o próprio Unreal II, “continuação/spin-off” que não aproveitou nada do que o primeiro tinha de bom. Uma nova versão só funcionaria se o material original fosse seguido a risca, e isso significaria ignorar a tendência atual de transformar os “first person shooters” em “first person hollywood blockbusters”. Dito isso, é bem provável que o novo Unreal - seja ele remake ou continuação - viverá apenas em nossas imaginações.

Em algum momento dessa semana devo reinstalar o Unreal Tournament para matar a saudade. Ouvi dizer que ainda existem muitos servidores no ar repletos de jogadores nostálgicos. Quem sabe um dia o Café NaPali não abre novamente suas portas? Não para ser um portal de notícias sobre a série, mas sim um tributo a uma época de ouro da minha vida.

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BP’s wishlist

Mais um item pra eu me lembrar no final do ano caso viaje para o exterior. Achei bastante interessante a proposta do Drobo: backup sem esquentar a cabeça com medo de perder os dados. E o melhor: você pode usar HDs de tamanhos, marcas e desempenhos diferentes - e trocá-los é aparentemente tão simples quanto plugar uma pendrive.

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