Dell Inspiron 7000 – Parte II: um ano depois…

A minha relação com o Dell Inspiron 7572 continua firme e forte. Até o momento não tive nenhum sinal de defeito, porém como pretendo permanecer com o notebook por pelo menos 5 anos, aproveitei e fiz uma garantia estendida com a Dell. Como ele tem se comportado nestes últimos 14 meses de uso diário? Descubra a seguir.

  • Estética: o computador continua como novo, e até mesmo o acabamento emborrachado parece zerado. Tudo o que costumo fazer é passar um pano umedecido com álcool isopropílico para remover as manchas, uma vez por semana. Por se tratar de um computador com acabamento em alumínio na tampa e na base (carcaças externas), você deve redobrar a atenção para evitar amassados. A quina lapidada da tampa atrai bastante micro riscos, mas por se tratar de uma superfície pequena e altamente refletiva, é difícil de perceber. O teclado também continua como novo e sem desgaste aparente. No final das contas vai depender do seu cuidado e da sua manutenção de limpeza. Ainda afirmo que a série 7000 de 2017/2018 são mais bonitos que a nova série 7000 de 2019.
  • Performance: dadas as restrições já discutidas anteriormente, sabemos que é quase impossível ter boa refrigeração em uma máquina com perfil tão pequeno e com apenas 1 ventoinha. Apesar disto tenho usado o Inspiron 7572 para edições de fotos e renderização de vídeos 1080p sem problemas. Uso continuamente o ThrottleStop, onde fiz um undervolt de -85.0 mv e executo dois perfis que alteram o limite de velocidades dos cores, lembrando que o i7-8550U possui 4 cores que rodam a 1.8GHz e acionam turbo até 4GHz. No perfil 1, para uso diário, limito o turbo dos cores para no máximo 3.5GHz, assim evito os picos de temperatura até 100ºC durante os momentos de processamento mais intenso e consigo manter o turbo (a média fica entre 80ºC e 90 ºC graus, porém picos até 99ºC ou 98ºC continuam a acontecer, ainda bem que duram somente uma fração de segundo). No perfil 2 limito o turbo para 2.5GHz, assim consigo um bom desempenho em jogos uma vez que a temperatura dos cores fica na casa dos 70ºC e a GPU se mantém nos 67ºC, diminuindo a aparição do thermal throttle. Entender as limitações do sistema é a melhor forma para extrair o máximo de desempenho, e é justamente isso o que eu sinto ter conseguido. Não existe almoço grátis: se tratando de notebooks, se você deseja performance máxima você vai comprometer a portabilidade ou o bolso. No caso da Dell, só existem duas alternativas: linha gamer com seus trambolhos, ou a linha XPS que custa o triplo do Inspiron.
  • Bateria: após 15 meses ainda tem uma performance razoável, conseguindo por volta de 4 horas de duração no modo de economia de bateria e com brilho aproximado de 50%, somente navegando e/ou editando documentos. Bateria nunca foi o forte desse note, e como se trata de uma configuração de alto desempenho o ideal é estar sempre conectado. Para facilitar o transporte, comprei a fonte da Dell de 45W que acaba ocupando bem menos espaço na pasta. Outro detalhe bacana, além da organização do cabo, é que a ponta dele possui um led que indica a passagem da corrente. Show!
  • Windows: ainda preciso encontrar algo pra falar a respeito do Windows 10 que realmente me incomode. Até o momento tem sido uma experiencia sem problemas, e nestes mais de 400 dias não me recordo de nenhuma frustração com travamentos ou performance. A única ressalva é que tudo isso se deve ao uso de um SSD. Tenho uma experiencia diária com desktops com i7, porém que usam HDs convencionais, e constantemente demoram para responder. SSD é essencial para o Windows 10!

Ficam minhas experiências após pouco mais de um ano de uso – e que venham muitos mais pela frente.

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