Cloverfield!

Cloverfield é um desses filmes que quando terminou eu queria “rebobiná-lo” para vê-lo novamente. Na verdade, assisti-lo foi como uma experiência. A promessa não é lá muito original: NY já foi destruída inúmeras vezes por monstros, e filmes onde o ponto de vista é o de uma câmera amadora não é mais novidade para Hollywood desde a Bruxa de Blair. O bacana de Cloverfield é que até o momento em que o filme foi lançado, ninguém tinha certeza do que realmente era. Um monstro do espaço? Do mar? Um robô gigante?Um dos produtores disse em entrevista para a IGN que hoje em dia “você sabe tudo sobre um filme antes mesmo dele ser lançado”. Cloverfield, por outro lado, teve um trailer sem título, nome completamente nonsense e não prometeu história alguma, a não ser o ponto de vista de uma pessoa comum diante de um evento extraordinário em NY.

O filme não oferece respostas prontas. Talvez por isso mesmo seja fácil se sentir ali, com os personagens, correndo para salvar suas próprias vidas enquanto tentam digerir os fatos e entender o que está acontecendo.

Sensação parecida eu tive ao ver a nova versão de Guerra dos Mundos, onde mais uma vez você observa a história do ponto de vista de uma pessoa comum. Você não recebe os fatos mastigados, não tem uma visão geral do que está acontecendo, apenas sabe aquilo que você viu (hmmmm… acho que serei obrigado a assití-lo novamente).

Cloverfield deixa muitas brechas. Genial ou não, é um filme que pode render mais de uma seqüência. Assim como em Half-Life, um novo filme poderia mostrar o ponto de vista de outras pessoas: pode ser de um grupo de turistas que estavam no Empire State, ou até mesmo de um soldado americano cuja missão era registrar tudo o que estava acontecendo. Não só, uma seqüência poderia ser feita como um filme de ação comum.

Desde já, um  título que eu serei obrigado a ter em DVD.

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