05.06.11

LEDs

Posted in Tecnologia, Toys at 4:38 pm by BP

Você já ouviu isso antes: o papo de que as lâmpadas frias gastam menos que as convencionais incandescentes. Hoje a moda é o LED, que gasta ainda menos, dura mais, e aparentemente também brilha mais. O planeta Terra que me perdoe: eu economizo água, apago as luzes, mas nunca decidi por esse ou por aquele produto baseando-me puramente no gasto de energia elétrica. E cá estou eu me prolongando e desviando do assunto central. A questão é que nessa última semana tive uma experiência absolutamente esclarecedora e gratificante sobre LEDs. Ela envolve os model kits da Bandai descritos nos posts anteriores, então sim, mais uma vez Star Trek e “brinquedos de gente grande” se tornam assuntos nesse blog.

Como disse anteriormente, os modelos fabricados pela Bandai são iluminados com pequenas lampadas incandescentes. O resultado final é lindo, muito embora a luz amarelada destoe um pouco daquilo que você está acostumado a ver na TV. Muitos modelistas substituem as lampadas por LEDs, porém eu pretendia manter o meu kit com as lampadas originais até que elas falhassem – fato que ocorreu, para minha surpresa, com duas das seis lampadas que iluminam a Enterprise (e olha que eu nem ligava esses modelos direito). Cautelosamente desmontei o kit e, com a ajuda do meu pai professor Pardal, iniciamos a troca das lampadas pelos LEDs.

Aprendemos diversas lições. A primeira: os LEDs tem lado positivo e negativo (perna longa / perna curta), e isso importa na hora de você montá-los em série: inverta um dos lados e o sistema inteiro não vai funcionar. Desencapa fio, solda aqui, remonta lá, e novamente a Enterprise estava pronta para brilhar como nunca. E realmente brilhou muito, como naquele ditado que diz que o brilho mais forte se dá antes do apagão total. Algumas horas depois os LEDs começaram a apresentar variação na luminosidade, até que uma das naceles apagou completamente. Estranhando o fato, lá fui eu trocar o LED quando, ao executar um novo teste, a outra nacele também se apagou. Indagados, pesquisamos um pouco mais sobre o assunto e aprendemos a segunda lição: os LEDs precisariam de capacitores para funcionarem de modo correto.

Uma vez soldados, a dificuldade foi encaixar os capacitores no espaço reduzido dentro de cada nacele, mas no fim tudo deu certo. Quando coloquei a Enterprise ao lado da Voyager (ainda com suas pequenas luzes incandescentes de fábrica), o resultado foi surpreendente. Naquele momento eu percebi que não sossegaria enquanto não trocasse também as luzes da Capitã Janeway. Desmontar a Voyager, porém, foi algo bem mais trabalhoso, graças as duas grandes peças que formam a “sessão disco”.

A troca das luzes rendeu novamente um excelente resultado, porém alguns espaços ficaram menos iluminados. Isso se deve à uma outra característica do LED (terceira lição): embora mais forte, o facho de luz é bem mais restrito. Eu poderia muito bem ter me contentado com o resultado (que ficou anos-luz a frente da lâmpadas originais), mas a possibilidade de melhorar me incomodou e, passado alguns dias, lá fui eu mais uma vez desmontar a Voyager.

A primeira coisa que me passou pela cabeça foi colocar mais LEDs, porém eu desconsiderei, já que aumentaria também o número de fios. Foi então que lembrei deste tópico no Plastimodelismo.org, onde um dos modelistas “cromou” toda a parte interna do casco. Como eu não pretendia pintar, recorri ao velho amigo papel alumínio, também utilizado no meu projeto de Beauty Dish com o mesmo objetivo: refletir / multiplicar / dispersar a luz. Com muita paciência e um pouco de fita dupla face, revesti grande parte do interior do casco não apenas da “sessão disco”, mas também do corpo e inclusive das naceles.

Valeu a pena o trabalho de mais de 6 horas recortando o papel alumínio, colando pedacinhos de fita dupla face, montando tudo só pra descobrir que um dos LEDs se soltou e ter que desmontar e montar mais uma vez? Absolutamente! Revestir o interior do casco trouxe melhora visível e, apesar do processo de desmontar-montar tenha deixado pequenas marcas no plástico, eu faria tudo novamente.

A  última grande lição foi uma gratificante surpresa. Cada nave utiliza 3 pilhas AA para a iluminação, porém um conjunto de alcalinas novinhas em folha começava a enfraquecer após 2 ou 3 horas de uso direto. Com os LEDs e pilhas pouco usadas, tive mais de 10 horas de iluminação intensa, para só depois começar a fraquejar. Fascinante :)

1 Comment »

  1. Devanir said,

    July 27, 2011 at 4:03 pm

    Deve ter ficado show! Pena que não tem fotos do antes e depois no escuro. Talvez desse pra ver mais a diferença.

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