02.15.15

Rebel T5 (1200D): uma pequena valente

Posted in Fotografia at 11:57 pm by BP

Quase 2 anos se passaram desde que dei o salto para full frame com a 6D. Minha segunda câmera, a saudosa Rebel XTi, continua comigo, porém achei importante fazer um upgrade para uma câmera crop com resolução maior e que pudesse servir como segundo corpo. Dizem que a melhor câmera de backup é aquela que é igual a sua câmera principal, mas como não sou abastado optei pela EOS Rebel T5 – também conhecida como 1200D. Eis minha breve análise (review) sobre ela após quase mil fotos (500 delas em um casamento) e a resposta para a pergunta: é boa o suficiente para ser usada profissionalmente? Leia mais clicando abaixo.

Antes de falar da Rebel T5 vamos rever a história. A linha Digital Rebel começou lá em 2003 com o modelo 300D, que possuía um sensor APS-C e se caracterizava como a primeira dSLR com valor abaixo de mil dólares. A câmera se tornou um sucesso e novas versões vieram. A linha completa (até 2015) fica assim:

- Digital Rebel (300D / 6MP / 2003)
- Rebel XT (350D / 8MP / 2005)
- Rebel XTi (400D / 10MP / 2006)
- Rebel XSi (450D / 12MP / 2008)
- Rebel XS (1000D / 10MP / 2008 – modelo de entrada)
- Rebel T1i (500D / 15MP / 2009)
- Rebel T2i (550D / 18MP / 2010)
- Rebel T3i (600D / 18MP / 2011)
- Rebel T3 (1100D / 12MP / 2011 – modelo de entrada)
- Rebel T4i (650D / 18MP / 2012)
- Rebel T5i (700D / 18MP / 2013)
- Rebel SL1 (100D / 18MP / 2013 – modelo compacto)
- Rebel T5 (1200D / 18MP / 2014 – modelo de entrada)
- Rebel T6i (750D / 24MP / 2015)
- Rebel T6s (760D / 24MP / 2015)

A Rebel T5 faz parte das Rebels mais simples, consideradas modelo de entrada . A Canon basicamente usa um sensor um pouco mais antigo (geralmente com menos megapixels do que o sensor atual), remove algumas funções e relança por um preço menor. Observe que por uns bons anos a Canon manteve basicamente o mesmo sensor de 18 megapixels nas suas cameras. O que muda entre elas são alguns recursos, como telas flip/out de alta resolução, velocidade de disparo contínuo, processador de imagem Digic que foi ganhando novas versões e etc. A T5 herda esse mesmo sensor, que é semelhante ao sensor da 7D e da 60D, sendo essas câmeras também equipadas com o mesmo processador Digic 4 que controla a supressão de ruídos. Essa é a grande qualidade da Rebel T5 (e também o que me fez optar por ela): você encontra o mesmo sensor utilizado em câmeras caracterizadas pelo uso profissional e de grande qualidade de alguns anos atrás – e até onde eu sei, o fato de novos modelos serem lançados não torna a câmera que você tem menos capaz.

Mas o que é que a T5 oferece em relação as demais câmeras? Quando comparada com a sua antecessora, a Rebel T3, a T5 trouxe algumas poucas melhorias além do ganho de 6 megapixels de resolução. Agora sensibilidade vai de ISO 100 até 6400 podendo ser expandida para 12.800, embora eu não recomende ultrapassar ISO 3200 em nenhum sensor APS-C – ter um pouco de granulação é aceitável, porém ISO 6400 e especialmente 12800 vão além dos limites para qualquer aplicação profissional. No modo vídeo está outra grande melhoria em relação a T3: a T5 grava vídeos em Full HD em modo totalmente manual, com controle de abertura e velocidade do obturador. Isso deve agradar aos videomakers, mas há um porém: a câmera não possui entrada para microfone externo, então se você precisar de audio profissional é melhor olhar na T5i ou SL1, pois essas câmeras possuem a entrada externa. Você também pode controlar o volume de gravação do microfone interno de forma manual. Para quem só pretende capturar a imagem ou não se importa por utilizar o microfone mono da câmera, a T5 oferece o suficiente. O disparo contínuo em RAW subiu para 3 fotos por segundo, ficando equivalente ao disparo contínuo de arquivos JPG, só que o disparo contínuo em RAW só dura o equivalente a 6 quadros, ou seja, somente 2 segundos. Não é uma câmera orientada a ação, porém isso não te impede de conseguir capturar algumas cenas. Outros pequenos recursos foram melhorados: modo de cena inteligente, filtros criativos para as fotos, recursos de slideshow e coisas que alguns usuários podem acabar gostando, mas que não farão diferença para quem usar a câmera profissionalmente.

Esteticamente a câmera recebeu melhorias: a T5 ganhou um grip emborrachado semelhante aos demais modelos da Canon e isso faz toda a diferença na hora de segurá-la. O restante do corpo da câmera recebeu o mesmo acabamento dos modelos mais avançados – é a mesma textura que cobre os corpos da T5i, 70D, 6D etc – a diferença é que nas câmeras mais caras parte do corpo é composta por uma liga de magnésio, enquanto que no caso da T5 é uma combinação de fibra de carbono com policarbonato – basicamente uma composição plástica. Fechando o pacote, a T5 ganhou uma tela de 3 polegadas com 460.000 pixels de resolução. Embora seja metade da resolução das câmeras mais avançadas, essa tela possui o dobro da resolução da T3. Tem ótima definição que permite perceber os menores detalhes e é suficientemente boa para perceber pequenas variações no foco entre uma foto e outra.

É uma câmera capaz de resultados profissionais? Absolutamente. Embora a EOS T5 seja econômica no preço (e nos recursos), todos os componentes que resultam em uma boa imagem estão aqui, especialmente o sensor.  Recomendo a todos que estão começando na fotografia ou que desejam um segundo corpo e estão com a grana curta. Vale a pena fazer o upgrade da T3 para a T5? Depende puramente do que você espera. Se sua intenção são novos recursos, acredito que vale mais a pena olhar para os modelos T5i ou até mesmo os recém-lançados T6i e T6s.

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