A Sombra do Colosso

A primeira vez que ouvi falar sobre Shadow of the Colossus foi na minha viagem a Rio Preto. O pessoal estava criticando um jogo onde você deveria matar inimigos que não te fazem mal algum para tentar ressuscitar sua “amada”. A crítica deles era que o jogo de certa forma era vazio e cruel, já que a história era tão abstrata que faltavam motivos bons o suficiente pra ter vontade de sair por aí derramando sangue de criaturas tão “bacanas”.

A princípio eu estranhei essa reação por parte dos meus amigos (já que todos nós somos acostumados a violência vista em jogos atuais), mas logo pensei que um dia ou outro iria ver o jogo com atenção. Hoje foi este dia e, sinceramente, esperava mais. O jogo é bonito e grandioso. A sensação de lutar contra aqueles gigantescos monstros é algo único mesmo. Apesar de tudo isso, não me senti empolgado o suficiente pra levar a carnificina à frente. A crueldade é demasiada e injustificável. Os colossus até parecem simpáticos, e não malvados. E daí que sua “amada” aparentemente morreu? O que é que eles têm a ver com isso? Inacreditável que um jogo tão bem produzido tenha uma história tão sem sentido.

A sensação de fazer o seu inimigo cair por terra pra ir até lá espetar a espada na cabeça dele deveria ser “agradável”, mas como não se trata de um inimigo e sim de um infeliz bicho que nada tem a ver com a história, faz a sensação ser repugnante.

E que venham as críticas.

“Can you read me? This is VIC VIPER!”

Sim, eu estou eufórico. Estou eufórico pois Gradius V ameaçou o trono de Silpheed como o mais favorito shooter do BP. Meu primeiro (e praticamente único) contato com Gradius (aka Nemesis) foi no MSX do meu pai (década de 80), onde passei incontáveis horas quando criança. Deve ter sido minha primeira experiência num shooter, e sem dúvida muito memorável.

Nemesis (MSX - 1987)

 Anos se passaram, outros shooters também memoráveis fizeram minha cabeça (Thunder Force III e especialmente Silpheed) . Porém nenhum destes retornou de forma tão gloriosa na tecnologia atual. Silpheed: The Lost Planet é bacana, porém acaba sendo mais cansativo e menos interessante do que o Silpheed do Sega CD. Gradius V, entretanto, reune tudo aquilo que a Konami aprendeu com os inúmeros títulos anteriores em um só jogo cheio de detalhes, com um fun factor 1000 e um replay value imenso. Trilha sonora fantástica que reune remakes das músicas clássicas; chefões espetaculares que mudam de estratégia conforme o nível de dificuldade; level design variado e muito bacana; 2 players mode; opções variadas de configuração de armas; etc etc etc.

Gradius V (PS2 - 2004)

Pra não dizer que foi perfeito, a única coisa da qual senti falta são os “moais”.

HORRRRAY! Agora deixe-me ir porque tenho menos de 6 horas de sono até um longo e agitado dia :~

PS2 owned BP! And Ace Combat owned us all!

Engraçado, alguns anos atrás se alguém me perguntasse se eu pretendia voltar aos videogames a resposta com certeza seria não, afinal no computador eu tenho melhor controle (prefiro muito mais jogar no teclado/mouse certos tipos de jogos – incluindo os de luta), gráficos infinitamente melhores e muito mais opções de customização. É claro que mesmo sendo um PC gamer, nunca deixei da apreciar as obras primas que saem para os consoles, e muitas foram as vezes em que pensei e considerei a compra de um aparelho. Pois cá estou eu com um Playstation 2 em casa. É um console antigo, já no final da vida, mas sem dúvida nenhuma é o que eu mais tinha vontade de ter apenas por causa de alguns poucos títulos. Entre eles já figurou o Metal Gear Solid 2 (que eu terminei em algumas visitas à casa do PhOBoS – ô enredo fraco), Silpheed (que eu também joguei um pouquinho lá), porém o caso mais recente e que despertava algo forte era Ace Combat.

Amigos antigos sabem que eu sempre gostei de simuladores, não dos hardcores, mas dos mais arcades que permitiam um nível de diversão bacana com um bocado de realismo. Tanto eu gosto que meu primeiro site foi um sobre o F-22 Raptor (Novalogic). A questão é que, por incrível que pareça, simuladores de caça desapareceram dos PCs nestes últimos anos. Com exceção de alguns extremamente reais (e cujo suporte foi abandonado pela produtora), não existem simuladores modernos de aviação.

Ace Combat sempre teve tudo pra chamar minha atenção. Apesar de ser extremamente arcade (só perde para o After Burner ;p), é um jogo que conta com um visual lindo, um clima legal, excelente trilha sonora e até mesmo um enredo que resultaria num bom filme. A primeira vez que joguei um pouco de Ace Combat foi no PSOne de um amigo, há muitos anos atrás (por volta de 1998). Só fui jogar um pouco de Ace Combat Zero no ano passado, na TV preto e branco de 7 polegadas que o Buttons levou no “acampamento”. Após isso, muitas foram as vezes em que eu me peguei vendo o trailer do Ace Combat Zero, sentindo que eu não poderia perder essa experiência jamais. Foi então que, frustrado com os poucos títulos diferentes do PC e sedento por um pouco de ação diversa investi no PS2.

Junto com alguns outros títulos (de origem “alternativa”), eu peguei o Ace Combat 5: The Unsung War (esse sim, original). Defintivamente valeu cada centavo investido. Finalmente pude ouvir a excelente trilha sonora (que eu já havia baixado meses atrás) e associá-la à imagem, à adrenalina do momento. Não apenas a trilha sonora é regozijante, mas todos os efeitos ficam ainda mais fantásticos quando se liga o PS2 no home-theater usando a conexão óptica (The Unsung War possui Dolby Pro Logic II, isso significa que você realmente se sente na cabine do avião, com o som das turbinas nas caixas traseiras e tudo mais). O voice-acting em inglês também foi muito bem feito e reforça a personalidade dos personagens principais, conseguindo transmitir todo o drama vivido durante os intensos combates aéreos.

Ace Combat 5: The Unsung War   Ace Combat 5: The Unsung War

Eu poderia continuar falando muitas coisas mais, porém deixo isto para os inúmeros reviews que você pode encontrar na Internet. A questão é que The Unsung War foi tão bom que já estou procurando no Mercado Livre o Ace Combat 4, e pretendo adquirir até o final do ano o Ace Combat Zero para completar a coleção.

Transformers: The Game

Não é novidade: jogos baseados em filmes sempre tendem a ser um zero a esquerda desde a época dos poucos bits de processamento. Existem algumas casos a parte, mas não vou me estender.

Transformers: The Game não poderia ser diferente. O jogo tem a difícil tarefa de combinar o controle de vários tipos de veículos e batalhas entre robôs humanoides. O resultado foi um pseudo-GTA com varios furos e jogabilidade duvidosa (além de alguns bugs bem chatos). Mas também não é sobre isso o que quero dizer.

No jogo você pode seguir a história dos Autobots ou dos Decepticons. Como não poderia deixar de ser, existem pequenas diferenças entre o desenrolar dos fatos. O mais bacana foi o golpe final que acaba com o Megatron. Ao contrário do filme, que mostra o garoto enterrando a allspark no peito do vilão, no jogo o Optimus Prime enterra o “cubo mágico” no inimigo através de um poderoso soco. Mais ação, mais adrenalina, mais power.

Transformers: The Game

The final take-off!

Pesquisando uma ilustração de After Burner para colocar no banner-topo deste blog, acabei sabendo de algo que me deixou entusiasmado: no final do ano passado a Sega lançou After Burner Climax, uma versão nova deste verdadeiro clássico. Quem me conhece sabe o quão fã de After Burner eu sou, e não vou colocar aqui as inúmeras razões para tal.

A questão é que After Burner já havia ganho um remake decente para o PS2 alguns anos atrás, o que dizer então de uma “nova” versão voltada para os arcades e X360, com direito a shaders e tudo mais que a tecnologia atual permite? OMG! É bem provável que eu nunca veja esse jogo na minha frente, mas pelo menos posso sentir um pouco (bem pouco) do gostinho no You Tube.

Só me resta aguardar para que este jogo chegue aos PCs assim como aconteceu com OutRun 2006.

AFClimax

 PS: esse é mais um daqueles momentos onde desejava ter nascido no Japão.